Um bem danado
Pra Tatiana
 Tarsila do Amaral
Não se assuste, não, eu dou asas à imaginação do amor, seja lá que engano for, entre perdas e danos de ilusão, pelos desvãos, no elevador, na minha esquina assobio uma canção e, catatônico, olhar de sonhador, imagino que seguro sua mão e traço a giz, lápis-de-cor uma cidade de estranha dimensão onde você me faz supor que é hora de manter os pés no chão e deslizar, ir ao sabor do tempo que deixa pra lá a dor e, sob o refletor, Ipanema e Vila Madalena estão nas asas da imaginação do amor.
Escrito por André Luís Câmara às 00h19
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