Tatiana

Este afeto é tátil, mas requer tática também, longe de ser fácil, este afeto não avisa quando vem.
Em Copacabana bate a onda do amanhecer do reveillon, meio tatibitate, vou adivinhando que este é um ano bom.
Tragédias se alastram, meninos pedem dinheiro pra comer, teus olhos embaraçam meu olhar no verde de querer.
E eu assim tateio este afeto prenhe de ilusão, quase um devaneio, teu sorriso gira em turbilhão.
Feito lenda lá do Tietê, feito Taiti nas telas de Gauguin, vou tateando o afeto por você, Tatiana, olha o sol da manhã!
Escrito por André Luís Câmara às 23h18
[]
[envie esta mensagem]
|
Passeio paulistano
 Rua Santo Antônio, Centro de São Paulo, em 1956 Arquivo Folha Imagem
São Paulo me engasga e me fascina com seus encantos, com seus enganos, ruas de Adoniran, Vanzolini, Rumo, Chico, Caetano, a Paulicéia de Mário no contraste das esquinas!
A prosódia imigrante nas alamedas entoa ruídos de louvor à grana e à garoa, e aquela italiana da cantina (sacana!) me domina.
Que lugar alucinado e que pulsa! Quero vivê-lo mas antes irei ver o Municipal, a alegoria da São João a entreter os estilhaços desta saudade avulsa.
Escrito por André Luís Câmara às 23h06
[]
[envie esta mensagem]
|
[ ver mensagens anteriores ]
|
|
 |

|